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Contexto


Quis o destino que eu tropeçasse como em paralelos arrancados a pé de cabra em todas as vezes em que reclamei que dois filhos (no caso duas: eu e a doida da minha irmã) seria um projecto demasiado curto enquanto família. Aqui estou, com uma única e estimada filha, ao invés dos quatro que, apregoava eu, teria. (E não, nunca me lembrei que precisaria de um carro de sete lugares ou teria reduzido a coisa para três. O que eu queria mesmo era uma ceia de Natal em grande, mesmo que os primos e os tios não viessem de visita!)

A pouca família que os meus pais têm é, na verdade, o dobro da minha. Dobra-te, língua!

A Clara nasceu e a minha vida mudou. Para melhor, claro (como ela). Tudo o que apenas pensava fazer passei a fazer com ela. E o que ainda não fizemos é porque nos falta uma de duas coisas: ou a ela idade, ou a mim dinheiro. Mas lá chegaremos. 

Quando estava grávida disseram-me aquela frase feita “nunca mais vais estar sozinha” e as duas que fomos a partir daí não se largam (até que venha a adolescência e eu volte a tropeçar também nestas doces e ingénuas palavras de mãe).

Servirá este blogue como um livro de colagens das próximas aventuras. E, em dias nostálgicos, das anteriores. 



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